O avançado turco marcou os dois golos ainda na primeira parte, aos 17 e 37 minutos, o primeiro de grande penalidade, frente a um Estrela que só reagiu após o intervalo, com um golo de Jovane Cabral (79), insuficiente para evitar a marcha dos ‘azuis e brancos’ rumo ao principal objetivo da época.
Gül não marcava dois golos num só jogo desde setembro de 2023, ao serviço do Hammarby Talang, na III Liga sueca, e não o fazia o gosto ao pé, nesta época, desde o empate com o Viktoria Plezen (1-1), para a Liga Europa, em 22 de janeiro.
Titular em função das ausências de Samu e De Jong, lesionados, o ponta de lança não abanava as redes adversárias num encontro do campeonato desde a nona jornada, em 27 de outubro, quando marcou no triunfo na visita ao Moreirense (2-1).
A vitória reforça a liderança dos nortenhos na classificação da I Liga, com 82 pontos, mais sete do que o Benfica e mais 11 do que o Sporting, que joga hoje o seu desafio da 31.ª jornada, no terreno do AVS, já a conhecer o resultado dos rivais.
O triunfo dos ‘azuis e brancos’ começou a ser construído aos 15 minutos, quando Pietuszewski passou entre Lekovic e Scholze, no interior da área do Estrela, e foi derrubado por Kevin Jansson, dando a Deniz Gül (17) a primeira oportunidade de alvejar com sucesso a baliza de David Grilo, a partir da marca dos 11 metros.
O guarda-redes, único português no ‘onze’ da equipa da Reboleira, foi titular no lugar de Renan Ribeiro, que se lesionou durante o aquecimento, e também nada pôde fazer quando a defensiva da casa deu tempo e espaço a Alberto Costa para tirar um cruzamento ao segundo poste, onde Gül apareceu a ‘bisar’, completamente livre de marcação.
Nessa fase, o Estrela da Amadora vivia de alguns fogachos do seu ‘tridente’ ofensivo, composto por Abraham Marcus, Ianis Stoica e Rodrigo Pinho, mas não conseguiu melhor do que três remates muito longe do alvo. O primeiro, de Stoica (12), saiu mesmo pela linha lateral.
João Nuno, técnico dos ‘tricolores’, tentou corrigir a falta de agressividade ofensiva com uma tripla alteração ao intervalo: saíram Kevin Jansson, Max Scholze, e Doué, entraram Jefferson Encada, Paulo Moreira e Jovane Cabral, e a produção ofensiva dos lisboetas melhorou ligeiramente, mas a qualidade da finalização nem por isso.
Primeiro Abraham Marcus (59), lançado em profundidade por Jovane Cabral, rematou ao lado, já no interior da grande área, só com Diogo Costa pela frente.
Pouco depois, aos 63 minutos, Ianis Stoica acertou no poste e, na recarga, com o ‘guardião’ portista batido, Marcus acertou no mesmo ‘ferro’.
O avançado nigeriano esteve particularmente perdulário e, aos 75 minutos, voltou a não conseguir desviar com sucesso um cruzamento largo de Bruno Langa, na ‘cara’ de Diogo Costa.
Perante a subida de rendimento do adversário, Francesco Farioli refrescou o ataque com as entradas de William Gomes e Moffi, para os lugares de Pepê e Gül, e foi Gomes (67) o primeiro a esboçar a reação pretendida, com um cruzamento-remate que esbarrou no poste de Grilo.
Mas o sinal ‘mais’, na segunda parte, foi claramente da equipa da casa, que já tinha igualado o número de grandes oportunidades e reduziu mesmo para 2-1, quando Jovane Cabral (79) desviou, de cabeça, uma bola num livre lateral cobrado por Sydney van Hooijdonk.
O tento, no entanto, não chegou para evitar a derrota e o Estrela da Amadora corre o risco de cair para o lugar de ‘play-off’ se o Casa Pia vencer o Gil Vicente na segunda-feira.
Lusa