O número de federados é o maior de sempre, confirmando a tendência de subida desde a queda provocada em 2021 pela pandemia covid-19, quando havia 483.829, depois do registo de 2020 de 587.812.
A modalidade com mais federados continua a ser o futebol, com um total de 215 mil, praticamente mais 20 mil do que no ano anterior, confirmando a tendência global, depois dos 126 mil de 2021 e dos 190 em 2020.
A natação é a segunda federação identificada no estudo com mais praticantes registados, com 103.494, à frente de voleibol (59 mil), andebol (48 mil), basquetebol (30 mil), ténis (27 mil), ginástica (23 mil) e atletismo (21 mil), com 316 mil noutras modalidades.
Do total de praticantes, quase dois terços (68,5%) são homens (529.928), sendo, na sua maioria, jovens dos escalões de formação, até aos juniores (501.483). O numero de seniores aumentou 10 mil para os 153 mil, enquanto os veteranos foram, em 2023, mais 20 mil, para um total de 119 mil.
Segundo o INE, o número de treinadores aumentou 7,7% para 26.044, o de árbitros 9,2% para 18.108 e o de agentes desportivos 26,4, para um total de 1.034.
Apesar destes aumentos, o número de clubes desportivos diminuiu para 11.361, comparativamente aos 11.456 de 2022.
Quanto ao financiamento público, o futebol é a modalidade que mais recebeu (3,39 ME), ligeiramente à frente do atletismo (3,161), mas destacadamente de andebol (2,669), natação (2,401), basquetebol (2,328) e voleibol (2,113), enquanto o Comité Olímpico de Portugal (COP) contou com um ‘bolo’ de 7,660 e o Comité Paralímpico de Portugal (CPP) com 1,943.
Do total dos 44,514 milhões de euros (ME) do financiamento do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), 20,671 foram para o apoio às atividades desportivas, 19,688 para a alta competição, valores bem acima dos 2,714 para eventos internacionais, para os 694 mil euros para a formação e os 746 para outros projetos.
Já as Câmaras Municipais afetaram 426,5 ME às atividades e equipamentos desportivos em 2023 (mais 16 % do que em 2022), em grande parte (41,5%) para construção e manutenção de infraestruturas desportivas, representando uma despesa média por habitante em atividades e equipamentos desportivos no total das autarquias de 40,3 euros.
O setor empregou 52,5 mil pessoas, segundos os dados provisórios de 2024, mais 15,9% do que no ano anterior (45,3 mil), contando 18.074 empresas, responsáveis por 2,8 mil ME de volume de negócios (menos 2,8% do que em 2022) e 1,1 mil ME de Valor Acrescentado Bruto (mais 0,1%).
Igualmente contando com dados preliminares do ano passado, o total de exportações de bens desportivos atingiu 660,8 ME (mais 2,1% do que em 2023) e as importações aumentaram para 436,3 ME (mais 7,0% do que no ano passado), resultando num saldo positivo de 224,5 ME (inferior em 6,3%).