Comunicado do Clube 100 à Hora:
– sempre foi missão do Clube trazer mais e melhor ao desporto em geral e ao automobilismo em particular. Essa missão tem permitido introduzir várias inovações no quadro da qualidade dos eventos, da segurança, do respeito pelo ambiente, da introdução de novas modalidades de desporto automóvel ou até da sua divulgação. A adoção posterior por outras coletividades dessas inovações indica que a sua missão está a ser cumprida;
– o Clube sempre procurou implementar nas provas por si organizadas a melhor qualidade assim como promover o desporto automóvel e os seus patrocinadores
e parceiros junto de uma cada vez maior audiência;
– o Clube sempre teve em conta proporcionar as melhores condições para os praticantes e público tendo em conta as limitações impostas pela segurança e limitações orçamentais.
– foram submetidas três versões da prova aos seus patrocinadores;
– a versão que contemplava a introdução de uma nova prova especial foi, tal como em 2022, rejeitada pelo principal patrocinador do evento devido ao incremento do apoio implícito;
– a realização de uma prova especial, entre elementos de segurança, autoridades, controladores, serviços de bombeiros e reboques, utilização de equipamentos e material de informação e demarcação, tem um custo médio entre os 5.000 e os 10.000 euros;
– das conversações mantidas com o principal patrocinador do evento, resultaram dois “modelos” de prova e, apesar das advertências da CO relativas à possível
não inclusão do Kartódromo do Faial no programa, essa entidade decidiu manter o montante de apoio garantido em anteriores edições;
– os custos associados à organização de uma prova automobilística, tais como prestação de serviços por Polícia de Segurança Pública e corporações de bombeiros, compensação atribuída a elementos de segurança, controladores e Clube Automobílistico 100 à Hora da Madeira, comissários técnicos, aluguer de equipamentos, serviços de GPS, cronometragem e resultados entre outros, cresceram de forma exponencial, tendo mesmo duplicado nalguns casos, nos últimos anos;
– os custos orçamentados e os défices resultantes de uma receita que não é consentânea, forçaram a CO à redução de custos e à adoção do “modelo” mais
simples e menos oneroso;
– a definição tardia da prova foi causada pelas inúmeras tentativas do Clube e da CO em não alterar a estrutura das últimas edições da prova;
– o “modelo” adotado e submetido a aprovação pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, com a realização de seis provas especiais, tem um
custo orçamentado de € 41.512,73 e apresenta um balanço orçamental negativo de € 7.253,20;
– a adoção da versão submetida a aprovação pela federação resultou na redução do custo orçamentado em 17.418,83 e resulta, quase em exclusivo, da não
inclusão das provas especiais do Kartódromo do Faial;
– a realização dessa prova especial obriga à montagem de equipamento de iluminação, aluguer e disponibilização de sanitários, prestação de serviços de
Polícia de Segurança Pública, aluguer e montagem de equipamentos de som e imagem bem como um maior número de elementos de segurança;
– os custos relativos a esta prova especial e os défices orçamentais dos mesmos resultantes foram excecionalmente suportados nos últimos anos pelo Clube;
– o Clube não pode continuar a suportar tais défices, situação que coloca em perigo a própria coletividade;
– a receita prevista e orçamentada inclui apoios de entidades públicas, entidades privadas e taxas de inscrição. Esses montantes cobrem, respetivamente, 35,44,
25,98 e 28,36% do custo orçamentado;
– a CO ainda tentou a realização da prova especial na tarde de sábado mas o adiamento, solicitado pela organização de um evento automobilístico internacional, numa semana, levam a que o rali se dispute após a mudança para o horário de inverno e num quadro de pouca duração de luz solar. A disputa da prova especial do Kartódromo do Faial é feita com partidas de 4 em 4 minutos e obrigam à inclusão de reagrupamento. A ocorrência de um qualquer incidente que forçasse a interrupção de um dos troços cronometrados anteriores levaria a que a passagem pelo Kartódromo do Faial tivesse que ser cancelada ou se efetuasse já de noite.
– o Clube costuma reunir com os seus patrocinadores e parceiros nos dias que sucedem à realização das provas e eventos no sentido de estabelecer balanços bem como definir novas metas e objetivos para futuras edições das suas organizações;
– essa intenção tem sido conseguida com todos os seus patrocinadores e parceiros, à exceção de algumas entidades ligadas ou sediadas na freguesia do Faial.
– o défice orçamental de anteriores edições do RALI DO FAIAL – SANTANA surge acrescido pelo não cumprimento e liquidação de apoios garantidos e acordados com tais entidades. A sua cobrança encontra-se mesmo em vias de litígio judicial;
– o Clube comunicou, em março, a essas mesmas entidades, que nunca se coíbem da exposição mediática do evento, que o montante da dívida, superior à dezena de milhar de euros, era uma das que poderiam colocar em causa a realização da prova;
– a utilização do Kartódromo do Faial resulta da parceria do Clube com o seu proprietário e pela facilitação pelo seu concessionário como consequência do esforço conjunto num melhor desporto automóvel;
– a utilização daquela pista verifica-se há já muitos anos e não é exclusiva de nenhuma das muitas Direções do Clube Automobilístico 100 à Hora da Madeira e Associação de Karting da Madeira, Vereações da Câmara Municipal de Santana ou Comissões Organizadoras da prova, sob várias denominações, que colaboraram entre si ao longo dos anos para que o circuito fosse cenário de uma das mais espetaculares provas especiais da Madeira.
incorporar na mesma toda a qualidade de que é merecedora".