Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi questionado sobre as palavras do líder do PS, José Luís Carneiro, que considerou que o primeiro-ministro, em vez de se queixar, devia “reconhecer e valorizar o sentido de estado” dos socialistas ao viabilizar a proposta orçamental, recusando comprometer-se com o Orçamento do Estado para 2027.
O ministro começou por dizer que esta já era uma questão “de ontem”, uma vez que a votação do documento se fez na quinta-feira, mas realçou que vários governantes, incluindo o primeiro-ministro, bem como PSD e CDS-PP “elogiaram o sentido de responsabilidade do Partido Socialista, por ter percebido que o país quer estabilidade, não quer eleições”.
“Foi um gesto de respeito pela vontade dos portugueses, de reconhecimento e de compreensão da vontade dos portugueses, que era que o país tivesse um orçamento e que o país tivesse estabilidade política. Agora, nós não estamos sempre a olhar para trás. Essa é a diferença”, afirmou.
Para Leitão Amaro, hoje já é o dia “das reformas do Estado, do investimento da defesa, das políticas que aumentam a oferta de habitação”, referindo-se a vários dos diplomas aprovados em Conselho de Ministros.
“Quem anda à volta da política, parado, e não sai das questões políticas – agradeceu, elogiou, disse, não disse, acusou, falou dos outros – enfim, não tem respostas para o país”, disse.
Leitão Amaro disse não querer “retirar nada ao sentido de responsabilidade” do PS, mas considerou que “os portugueses querem lá saber disso, se há ou não reconhecimento”.
“Andemos para a frente, o país quer é respostas para os problemas concretos, e é isso que nós temos”, disse.
Leitão Amaro aproveitou para desafiar o PS, o Chega e também a IL a dizer se concordam com as medidas hoje aprovadas no âmbito da reforma do Estado.
O ministro do Estado e da Reforma do Estado anunciou que a reforma que hoje foi apresentada reduz 300 cargos de dirigentes, o que “significa aproximar a decisão de quem é objeto” da mesma.
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Gonçalo Matias apresentou reformas nos ministérios da Economia e da Coesão Territorial, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Ambiente e Energia.
Lusa